Pantera Negra: O super-herói de “garra” da Marvel

Passada a primeira semana da estréia do filme Pantera Negra aqui no país, trazemos como indicação de leitura a HQ da coleção capa preta da Salvat número 38, que tem como título “Quem é o Pantera Negra”. Nela o leitor vai poder se aprofundar tanto na história do primeiro super-herói negro, como do seu país de origem e também de alguns inimigos.

Este arco que reúne as edições de 1 a 6 de Black Panther vol.04 (2005), trazendo uma história de origem tanto de T’Challa, príncipe de Wakanda, como a de Ullysses Klaw, mais conhecido como o Garra Sônica, ambos em busca de vingança devido a percas familiares que tiveram no passado. Enquanto T’Challa retorna mais forte como Pantera Negra, Klaw resolve reunir uma equipe com mais quatro supervisões, entre eles esta o francês Batroc, aquele mesmo de Capitão América: Soldado Invernal.

O roteiro pouco emotivo de Reginald Hudlin faz com que o processo de transições de cenário seja bastante dinâmico, deixando assim o Pantera Negra como coadjuvante e o protagonismo fica por conta da nação Wakanda. Fazendo parte da equipe de produção está o desenhista John Romita Jr, que conseguiu conceber uma boa ambientação com seu estilo de traço bastante conhecido. Graças ao belo trabalho de Hudlin, o encadernado conseguiu mostrar a importância desta nação africana, que está bem a frente tecnologicamente das demais nações.

E é em Wakanda que a história se inicia lá no século V, dando em seguida um enorme salto para o século XIX, até chegar aos tempos atuais, mostrando tanto como é realizado o ritual de sucessão do título de Pantera Negra através dos duelos, que foram bem representados no filme, e dos poderes místicos adquiridos pela erva coração, e também as várias tentativas de invasão ao país africano ao longo dos anos devido ao grande poder geológico derivado da posse do metal vibranium,

O quadrinho consegue mostrar o quanto o Pantera Negra é extremamente forte desenvolvendo o grande potencial do super-héroi, tanto ao mostrar as vitórias dele contra o Quarteto Fantástico e contra o Capitão América, a superinteligência como estrategista e físico, além da suas influências políticas ao ser procurado por grandes líderes, como Nelson Mandela. Definitivamente, um ícone “de garra”.