A primeira etapa do Festival Dosol chegou ao fim, ou quase! Visto que haverá ainda vários shows extras durante a semana. Vamos focar no terceiro dia, que aconteceu neste domingo (8), com apresentações de bandas de heavy metal, punk, hardcore e tudo que tem o som pesado e feliz. Foi uma ótima oportunidade para ouvir as bandas deste estilo vindas da terrinha do elefante ou conhecer as de fora do estado e do país.

Festival Dosol 2015 - Etapa Natal

Os shows começaram bastante cedo, às 16h, com a apresentação da banda AK-47, que estava parada há quase três anos e retornou recentemente com o lançamento do álbum “ANEMOLA”. A apresentação, apesar de rápida, com apenas 30 minutos, foi bem a cara da banda, regada à performances do vocalista Juão Nin em cima de uma betoneira (aquilo que usam para misturar cimento) antes mesmo de chegar ao palco.

“Achei um show super intenso, apesar de curto, nós estamos pensando em fazer um show mais completo em Natal no final do ano e vamos tocar todas as músicas do novo álbum”, comentou Juão. Sobre o álbum, o cantor e ator, que está residindo atualmente em São Paulo, comentou: “A recepção está maravilhosa, que bom que atingiu as expectativas do público que ficou esperando o lançamento desde 2011. Muito feliz “.

AK-47

AK-47

No Dosol, quem abriu as atrações do palco foi a Joseph Little Drop, que a cada dia está conquistando a galera e aparecendo na cena potiguar. A banda toca um punk maneiro e é formado por amigos que se conheciam desde os tempos de escola, composta por Filipe Marcos (baixo e vocal), Quel Soares (bateria), João Pedro (guitarra e vocalista), Vitor Alexander (guitarra) e Daniel Lucena (vocal). “Achei muito bom, estávamos com medo de ter pouca gente, pois iríamos tocar cedo, mas tinha uma galera bacana”, disse o guitarrista João Pedro.

Mudando do pacol Dosol, vamos falar do Armazém Hall, aonde vimos a banda paranense Water Rats tocar um som carismático e bastante pesado. Esta é a segunda vez que eles participam do principal festival de música alternativa do bairro da Ribeira. A roda de poga estava tão boa e animada que no final a produção do festival subiu ao palco e ficou gritando: “QUEM É O PROPRIETÁRIO DESTE CELULAR QUE FICOU PERDIDO DURANTE A POGA?”.

Depois do Water Rats, tocou uma banda sueca simpática chamada The Fume, que não tinha conhecido até o momento de vê-los no palco. Mistura rock, punk e glam e é composta por um trio. Antes da vinda para a capital potiguar, eles haviam tocado em Recife.

Water Rats

Water Rats

De volta ao palco Dosol, a gente conheceu o Dot Legacy, uma banda francesa que é composta por Damien Quintard (vocal principal e baixo), Arnaud Merckling (guitarra, teclado e back vocal), John Defontaine (guitarra) e Félix Hie (bateria). Eles misturam punk com um pouco de rock psicodélico e não fica atrás das bandas psicodélicas da Inglaterra. Após o show, eles ficaram rodando o festival. Simpáticos, sempre ficavam conversando com as pessoas e autografando a capa do Long Play (LP) da banda. Foi no meio destas andanças, que o O CHAPLIN conseguiu conversar com Damien Quintard e Arnaud Merckling. Eles vão andar em Parnamirim, Assu e Mossoró. No dia 12, estarão tocando no El Rock, bar onde localizava-se o antigo Hell’s Pub.

Eles estão bastante empolgados com os shows no país e esta semana vão rodar todo o Rio Grande do Norte com o Festival Dosol. “Eu amo estar em lugares com oceano, adoro nadar no mar. De manhã, eu fiquei nadando bastante na piscina até ficar com os meus olhos ardendo, fiquei quase cego, quase nunca abri os olhos. Adorei o lado hospitaleiro de Natal, o pessoal é bastante simpático. O show foi completamente louco, muito foda”, comentou Merckling. Sobre o clima de Natal, o vocalista Damien Quintard, prontamente respondeu: “O clima é bom, o povo é bastante massa e estou bastante feliz por estar aqui”.

Dot Legacy

Dot Legacy

Depois vieram os cariocas do El Efecto, que tem o som mais diferente das bandas que tocaram no evento neste domingo, pois mistura elementos regionais, inclusive o samba e música nordestina, no meio do punk e traz um som bem original e carismático. “A gente gostou muito, apesar de que tocar no festival é muito corrido. Nós queríamos apresentar o som, ficamos aflitos em não conseguir. O pouco que apresentamos já deu para mostrar para galera e tinha um pessoal que já conhecia, isso foi muito bom. Espero que este show abra as portas para poder tocar mais em Natal”, comentou Tomás Rosati, vocalista da banda.

El Efecto

El Efecto

Ficamos perdidas com vários shows legais acontecendo e sem saber onde parar. Infelizmente, cada show durava, em média, uma rápida meia hora. Estávamos curtindo um som, tínhamos a ideia de espiar os shows vizinhos e na hora de voltar ao primeiro show, este já tinha acabado. Uma coisa boa do Dosol é que os caras estavam tocando pontualmente, sem nenhum atraso, algo raro hoje em dia.

Às 21h30, em ponto, começou o show da banda capixaba Dead Fish, que já tocou muitas vezes na Ribeira nos anos 2000, principalmente durante o sucesso do álbum “Zero e Um” (2004), cujos clipes tocaram trilhões de vezes na antiga MTV Brasil e, principalmente, no programa Disk MTV. A “modinha” passou e eles ainda mantêm o respeito aos fãs do hardcore, tanto que o Armazém não tinha mais espaço de tanta gente que estava lá empolgada com o som pesado e envolvente.

Dead Fish

Dead Fish

A poga estava enorme e homens e mulheres arriscaram fazer mosh enquanto o grupo tocava “Bem-vindo ao Clube”, “Venceremos” e “Asfalto”. O público estava bastante empolgado e gritava: “Ei, Dead Fish, vai tomar no cu“. Quem pensa, os caras estão xingando a banda, mas na verdade é um “chamamento” carinhoso dos fãs.

E assim termina a noite punk/rock do Dosol. Queremos mais eventos assim e também shows mais longos, por favor, senhor Anderson Foca.

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