Já estão disponíveis na fanpage do Projeto Saliva uma série de vídeos político-poéticos gravados durante uma intervenção artística na Câmara Municipal de Natal no mês de março, considerado o mês da poesia por causa do Dia da Poesia, comemorado no dia 14 do referido mês. Os versos dos poemas são direcionados aos absurdos cotidianos que atentam contra a liberdade e as possibilidades de ser-mais, e foram apoiados pela Assessoria de Comunicação do vereador Sandro Pimentel (PSOL).

A realização desses vídeos na sede do Legislativo Municipal é um protesto pelas emendas feitas pela Câmara, no retorno dos trabalhos deste ano, ao Plano Municipal de Educação. Os vereadores decidiram retirar os termos “gênero” e “orientação sexual” das estratégias de metas voltadas ao conhecimento docente. Também foram vetados do documento políticas públicas de combate à evasão escolar por discriminação, além de temáticas sobre diversidade étnica e religiosa.

A decisão dos vereadores vai de encontro ao que a Conferência Municipal de Educação e pesquisas para o Plano Nacional de Educação diagnosticaram: há uma relação entre a evasão escolar e a discriminação com a falta de preparo da comunidade escolar para tratar desses assuntos.

Confira os vídeos a seguir:

VERTIGENS DO INESPERADO (Gabrielle Dal Molin)

OS AMERICANOS (Caetano Veloso, por Leonam Cunha)

SOU GROTESCA (Eva Timboo)

DEUS (Ayrton Alves)

Sobre o Salivas (por eles mesmos)

Saliva somos nós, que usamos as palavras para distribuir poéticas e desnudar belezas e sujidades. Que vemos na palavra a dinami-cidade, a ação de desmantelar a ordem do dia, ressignificar os deslumbres, aqueles silêncios que encarceram o corpo e que são postos em esquecimento. Saliva é poesia para se contar, se ver e beber-se, para estar nas ruas catando cada folhagem de cada pessoa que pinta a paisagem. Nossa poesia é aquela de voz, voz emanada por uma língua que evidencia o caos dentro das pessoas e do mundo. Não se pode apenas cantar o amor quando o mundo arde em ódio; é preciso fazer-se em grito, em movimento diário de reinvento e de revolucionamentos. Um chamado ao pé da orelha às pessoas para construir mais degraus na utopia e na ânsia por uma vida cada vez mais humana e solidária.

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