Street Figther. Esse nome é familiar para crianças, jovens e adultos de muitas, mais muitas gerações. Lançado no ano de 1987 pela Capcom, o jogo – estilizado pelos fãs com as iniciais SF – revolucionou o mercado dos games, pois trouxe, para a época, um novo estilo de jogo com uma temática super interessante.

Foi o segundo jogo da franquia, Street Fighter II, que marcou uma geração inteira de jogos. Esse game foi lançado no console na época do Super Nitendo. Posteriormente, chegou no Mega Drive, no Master System e, claro, nos fliperamas, principalmente naqueles que ficam em bares nos bairros residenciais. Foi assim que eu tive o primeiro contato com o jogo.

A ideia de personagens que moravam em toda a parte do mundo lutarem entre si em cenários diferentes era simples, mas, ao mesmo tempo, extraordinária. Ao todo, eram 12 personagens divididos em 8 “bonzinhos” que pertenciam a países diferentes, exceto Ryu e Honda que eram japoneses e Guille e Ken, ambos americanos; já os 4 restantes são os vilões ou costumeiros “chefes”: Bison, Balrog, Sagat e Vega, que infelizmente não eram jogáveis, pelo menos na primeira versão do jogo.

Em cima Street Fighter II e embaixo o Street Fighter V

Em cima, Street Fighter II e, embaixo, o Street Fighter V

O SF II teve outras versões, que introduziram novos personagens. O principal deles foi Akuma, que apareceu em umas das versões do jogo em 1994, três anos depois do lançamento do jogo original. Ele era chefe de fase oculto e um personagem secreto. Cammy, Dee Jay, Fei Long e T.Hawk também compuseram as atualizações do jogo.

Outros jogos de luta acabam ofuscando o clássico, tais como Tekken, King Of Fighters e o próprio Mortal Kombat. Todos estão atualizando a jogabilidade e, por isso, atraem cada vez mais público. Esses novos jogos têm 3D, cenários mais “clean” e mais violência, aspectos que SF ainda não tinha, pois se trata de um jogo mais colorido, mesmo sendo de luta.

Tudo mudou com o lançamento, em 2010, de Street Fighter IV, que veio com gráficos 3D e colorização magnífica dos personagens e cenário. Apesar de anunciar gráficos em 3D, a gameplay (o jogo em si) foi feito em um 2D diferenciado, chamado de “2.5D”. O cenário competitivo da Capcom tornou-se mais forte, estimulando cada vez mais jogadores a participarem. A versão Ultimate, última atualização do SF IV, conta com todos os personagens balanceados e outros ajustes finais.

A versão deste ano é o Street Fighter V, que chegou nas lojas de todo o mundo em fevereiro. Nós d’O Chaplin testamos o jogo no Gamepólitan 2016 e fomos logo pegos de surpresa com a nostalgia do jogo, confirmada também por um um velho jogador de Street Fighter.“Quando eu vi o trailer do SF V, eu quase chorei de tanta emoção. Ver um Ryu contra uma Chun-Li graficamente foi lindo”, disse Levy Salles sobre suas primeiras impressões antes do jogo estar finalmente em suas mãos.

Com uma jogabilidade bem mais simples do que o SF IV, o quinto jogo se destaca pela facilidade de execução até mesmo dos golpes mais complexos. Tivemos a oportunidade de experimentar o astro de todos os jogos, Ryu, e também a minha personagem favorita, Chun-Li. Ambos estão graficamente bonitos, com um traço mais cartoon se comparados ao jogo passado. Além disso, a Capcom pretende expandir seus campeonatos para mais do que simplesmente divulgar o jogo, pois SF V possui um ranking online, o que deixa tudo mais divertido e competitivo. A intenção da empresa desenvolvedora do jogo é premiar os melhores jogadores.

Street Fighter é, e sempre vai ser, um dos melhores jogos de luta no mercado porque, além de ser um jogo bem divertido, há diversidade jamais vista no mundo dos games. Tem espaço para todos: negros, brancos, asiáticos, mulheres e LGBTs. Com isso, os golpes e os nomes dos personagens vão marcar as antigas e futuras gerações.

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