Testemunhem o retorno extraordinário da franquia Mad Max
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9.0

A franquia Mad Max retornou de forma espetacular em 2015, após 30 anos do último filme. Em A Estrada da Fúria, Max Rockatansky (Tom Hardy) volta no deserto pós-apocalíptico, ainda com recursos como gasolina e água potável escassos e com um soberano que detém todos esses privilégios. Apesar de ter seu nome no título do filme, Max é apenas um mero coadjuvante, sendo totalmente ofuscado por Furiosa (Charlize Theron), que dita e comanda o filme.

Immortan Joe, o vilão, apesar de ter um propósito fraco para “causar” em 121 minutos de filme, é taxado como o “cara mal” da história devido ao que fez com o seu “povo” e com suas mulheres durante todo o filme. Max, por sua vez, não atua como um herói de fato: apesar de ter um bom coração, ele possui as características perfeitas para ser um anti-herói na história.

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Por outro lado, Imperatriz Furiosa toma conta do filme e move toda a trama com precisão. No ano das personagens femininas fortes, Furiosa é a que mais se destaca. Seus problemas, físicos ou mentais, não impedem que ela seja uma “bad-ass” de carteirinha, forte o suficiente para defender aqueles de quem gosta e também a si mesma.

Outro aspecto que impressiona é o visual do filme, um verdadeiro espetáculo aos olhos, tudo funciona de um jeito harmonioso, locação, cenas, trilha sonora e os pequenos diálogos que o filme possui. George Miller fez um trabalho realmente admirável como diretor, roteirista e diretor de fotografia.

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Mad Max: A Estrada da Fúria funciona perfeitamente sozinho, não obrigando o telespectador a assistir a trilogia clássica com Mel Gibson. Assista ao filme de mente aberta esperando uma película de ação bem feita. Descarte a expectativa por um roteiro cabeça com diálogos impressionantes. Mad Max consegue ser um filme maravilhoso, mesmo sem esse apelo.

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