The End: Novo álbum marca o fim da banda Black Sabbath
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Black Sabbath, depois de conturbados 48 anos de estrada, infelizmente anunciou que a atual turnê intitulada “THE END” marca o fim de uma das bandas mais influentes do metal, mundialmente conhecida. Durante os últimos shows tem sido comercializado um disco com oito faixas, quatro delas são inéditas.

É de se esperar que o Black Sabbath faça um trabalho esplêndido e no disco, teoricamente novo, não é diferente. O álbum abre com a música “Season Of The Dead” que mostra já de cara que a banda não morreu, os vocais de Ozzy continuam com a mesma potência dos grandes clássicos cantados durante tantos anos, e o intitulado “mestre dos riffs” ainda tem as mãos tão ágeis quanto antigamente, com solos e levadas de guitarras estarrecedoras como sempre.

A próxima faixa, “Cry All Night” também traz à tona muitas das características marcantes da banda, o som extremamente pesado com uma linha de bateria simples, porém notável, como sempre (mesmo não sendo Bill Ward nela), e claro as distorções gritantes da guitarra de Iommi. Mas foi a terceira faixa, “Take Me Home”, que me deixou de queixo caído e mostrou claramente que essa, definitivamente, não era a hora do Sabbath parar suas atividades e que a banda podia gravar tranquilamente mais um álbum.

 

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Isolated Man” é a última faixa inédita desse álbum exclusivo, vendido apenas nos shows da turnê, porém essa é a que menos anima, não trazendo nada especialmente novo na história discográfica do Black Sabbath.

As quatro músicas seguintes fazem parte da discografia da banda, três delas do último álbum de estúdio, o “13”. Na minha opinião, colocaram as duas melhores músicas do antigo CD, “God Is Dead?” e “End Of The Beginning”, além de “Age Of Reason” que também aparece por lá. “Under The Sun”, música do quarto disco da banda, “Black Sabbath Vol. 4” também dá as caras no disco comemorativo, porém numa versão bem mais pesada com mais solos de guitarra de Iommi.

The End, o “novo” disco do Black Sabbath tem grande potencial com as músicas inéditas e, claro, mostra para que a banda veio ao mundo, não apenas com esse trabalho, mas também agregando outros clássicos dos seus 48 anos de estrada.

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