Três livros de poesia recém-lançados que recomendamos

Quem foi mesmo que disse que poesia não é legal e não faz sucesso, hein? Silêncio total sobre isso no Brasil. Ninguém tem coragem de dizer tal coisa, porque a poesia está chegando cada vez mais nos lugares, se difundindo na internet, nos bares, nas escolas, pelas grandes e pequenas editoras.

Aproveitamos pra impulsionar ainda mais essa onda de poesia e poetas que se espalham por aí, indicando alguns lançamentos recentes nessa área. Confira:

Tudo (e mais um pouco) – Chacal (Editora 34)

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Chacal, um dos maiores nomes da poesia marginal, tem agora sua obra poética de 45 anos (entre 1971 e 2016) reunida num livro pela Editora 34, desde sua estreia com Muito prazer, Ricardo até os poemas mais recentes em Seu Madruga e eu, publicado pelas editoras 7 Letras e pela Jovens Escribas. O leitor poderá encontrar no livro a versão teatral de sua autobiografia Uma história à margem e também poemas inéditos, publicados apenas em seu perfil pessoal no facebook. Os livros chegam ao público em 4 capas de cores diferentes e a um preço acessível, de R$ 45,00.

Me segura qu’eu vou dar um troço – Waly Salomão (Companhia das Letras)

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O clássico do Waly, já publicado na coletânea Poesia total (também da Companhia), é agora relançado numa edição própria, com uma cronologia inédita sobre a vida do autor. O livro é uma viagem entre prosa, poesia e ensaio e foi escrito enquanto o poeta estava preso no Carandiru. É uma leitura densa, potente e experimental, que se consagrou como uma das grandes obras da contracultura brasileira.

OCUPA – Dimitri BR (7Letras)

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Ocupa é o livro de estreia de Dimitri, que também é músico e cujas canções já estiveram em trilhas de novelas. Agora é a vez de seus poemas ocuparem tudo. Nas palavras do próprio autor, os poemas de Ocupa são sobre corpo político e espaço público. Mas, na nossa opinião, é mais que isso: os poemas são sobre amigos, calor humano, experimentação, coragem e descoberta de uma pessoa enquanto pessoa, enquanto homem, mulher, bicho, artista e ser vivo. Muitas vezes, é um nó na nossa lógica comum e convencionada; noutras, uma grande brincadeira, mas sempre é muito gostoso de se ler.