Quando eu penso nesse filme, eu imagino algo forte. Como a primeira mordida em uma fruta cítrica, que faz nossa boca se encher de saliva, como olhar uma flor delicada e descobrir que seu cheiro é muito marcante. De certa forma, o diretor checo Milos Forman (indicado três vezes ao Oscar e vencedor de um Globo de Ouro) arquitetou esse filme com unhas e dentes para que ficássemos chocados. Chocados, sim, mas não diante do horror que a sociedade pode nos causar, e sim por nos contentarmos em termos uma visão superficial sobre o que essa sociedade é de fato.

Patrick McMurphy (interpretado por Jack Nicholson), um típico americano desregrado, foi preso por namorar uma garota de 15 anos, e para não ter que prestar serviços comunitários, resolve utilizar sua lábia e astúcia para convencer as autoridades locais de que tinha problemas mentais, logo, não poderia estar prestando esse tipo de serviço. E funcionou. Ele é aceito no Oregon State Mental Hospitalsatisfeito consigo por não precisar de estar em uma cela de prisão e ter que lidar com policiais violentos e demais prisioneiros, mas a estadia no local faz com que ele perceba que está sim, em uma prisão: Uma prisão mental. Por ter um espírito muito libertino, McMurphy não suporta a maneira tão sistemática e rude que o hospital trata seus pacientes, causando pequenas revoltas que nos fazem refletir muito sobre a sociedade.

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