Um dos melhores filmes do ano na minha opinião, orgulhosamente brasileiro, Trash, dirigido pelo britânico Stephen Daldry (veterano que assina obras como As Horas e O Leitor) e que conta com as atuações de Wagner Moura e Selton Mello, está concorrendo ao BAFTA, premiação concedida pela Academia Britânica de Artes da Televisão e do Cinema. O filme foi merecidamente indicado na categoria “Melhor filme em língua não-inglesa” e concorre com outras quatro obras. São elas: Ida (Polônia), Leviatã (Rússia), The Lunchbox (Índia) e Dois Dias, Uma Noite (Bélgica/França).

Há algum tempo longe das principais premiações do cinema mundial, o Brasil reaparece muito bem representado. É bem verdade que para a indicação deve ter pesado o ufanismo de um diretor britânico e um elenco internacional (o filme conta com atuações de Rooney Mara e Martin Sheen), mas “Trash” também tem seus méritos próprios e ninguém pode negar que seja um filme genuinamente brasileiro. Merece a indicação, que certamente pesará no currículo dos experientes atores brasileiro e do trio de protagonistas, esses inexperientes, mas extremamente talentosos.

BAFTA

Considerada por mim uma das premiações mais justas do cinema, além de também uma das mais interessantes no quesito categoria, o BAFTA manteve a linha e sustentou os títulos que foram predominantemente lembrados pela lista de indicados do Globo de Ouro, uma das principais premiações da TV e do Cinema norte-americano, e maior termômetro a nível de popularidade para o Oscar. O Grande Hotel Budapeste, de Wes Anderson, tem o maior número de indicações, em 11 categorias. Contudo, a julgar por seus concorrentes e pelo bom senso da Academia Britânica, não creio que será o maior premiado da noite. Esperemos para ver.

O BAFTA anunciará os seus vencedores em 8 de fevereiro, em cerimônia apresentada por Stephen Fry.

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