Hoje é dia de homenagens clichês, músicas de Roberto Carlos, filmes repetidos e frases prontas! Mas tudo isso tem um bom motivo: querendo os brutos ou não, as mães parecem ter uma classificação espiritual superior que ninguém se atreve a desmentir. Salvas exceções, mães são seres bonitos, amáveis (cada uma a sua forma), dedicados e que merecem toda a nossa atenção. É por esse motivo que O Chaplin entra na vibe da comemoração e os nossos colaboradores prepararam uma lista com filmes que têm os mais diferentes tipos de mães. Deem uma sacada nos títulos que selecionamos e, claro, parabéns às mamães leitoras!

Sonata de Outono (1978) 

 

Nesse dia das mães, sabemos que em algum momento vocês já se pegou discutindo com sua progenitora, não é? Então, não poderíamos deixar de fora um dos filmes mais interessantes, envolventes e intensos acerca do tema: “Sonata de Outono”, do diretor sueco Ingmar Bergman. O longa trata do relacionamento entre uma mãe pianista bem sucedida, Charlotte Andergast, interpretada por uma madura Ingrid Bergman e sua filha emocionalmente fragilizada, Eva (Liv Ullman). A mãe ocupada e um tanto relapsa na criação de sua filha, em um outono, estação em que as folhas caem, resolve por sua relação com sua filha, agora adulta, em pratos limpos. A trama traz interpretações assombrosas das duas atrizes e talvez as discussões mais épicas entre mãe e filha já filmadas.

Tudo Sobre Minha Mãe (1998) 

 

Quando uma mãe perde um filho é uma das maiores dores que existe. Este filme de Pedro Almodóvar, vencedor do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, conta a história de Manuela (Cecilia Roth), que perdeu o filho no aniversário de 17 anos. Ambos estavam em uma peça, estrelada por Huma Rojo (Marisa Paredes), e ao final do espetáculo, tentando pegar um autógrafo de sua atriz favorita, o filho de Manuela é atropelado. A mãe, então, decide ir de encontro ao pai do menino, para dar-lhe a notícia. Em seu percurso, ela encontra o travesti Agrado (Antonia San Juan), a freira Rosa (Penélope Cruz) e a própria Huma Rojo. A história ao estilo almodoviano é sensível e extremamente tocante. Essa película é uma das obras-primas do diretor.

Histórias Cruzadas (2011) 

A mãe não necessariamente é aquela que nos pariu, também existem as mães que nos criam, que cuidam de nós, independente de ligação sanguínea. O longa “Histórias Cruzadas”, é um retrato da segregação racial vivida nos EUA na década de 60. Skeeter (Emma Stone) é uma jornalista que decide escrever um livro da perspectiva das empregadas (conhecido como The Help), mostrando como elas estão sofrendo racismo na casa de brancos. Uma de suas personagens é a batalhadora Aibileen Clark interpretada por Viola Davis que venceu o Oscar de atriz coadjuvante por sua performance no ano. Aibileen trata a filha da patroa como sua, é ela quem dá banho, que veste, quem alimenta, que coloca para dormir, quem cria e cuida da bebê, no entanto, sua patroa não a vê como uma semelhante, por motivos raciais.

Esqueceram de Mim (1990) 

 

Mães são afetuosas, cuidadosas, carinhosas, protetoras, leais e amigas, mas quando você tem de lidar com vários pestinhas em casa, eventualmente a mamãe pode se descuidar e até esquecer o filho. O clássico da sessão da tarde, “Esqueceram de Mim”, dirigido por Chris Columbus, fala do feriado em que Kevin McCalister (Macaulay Culkin), de oito anos de idade, é esquecido em casa. Quando a mãe se dá conta que esquecera o filho caçula, faz das tripas coração, corre de um lado para o outro, muda voos da família, mobiliza a todos para ir ao encontro do filho. É bem verdade que esse filme é lembrado no Natal, por se tratar do feriado em que se passa a história, no entanto, se analisarmos pela perspectiva materna, vemos também um filme sobre amor de mãe e filho.

Olga (2004) 

O longa-metragem brasileiro é dirigido por Jayme Monjardim e foi inspirado na biografia escrita por Fernando Moraes, que relata a vida da alemã judia e esposa de Luis Carlos Prestes, Olga Benário. Além de um excelente relato histórico da situação vivida no Brasil durante a Era Vargas, em meados da década de 30, Olga também é um filme humano. A protagonista interpretada por Camila Morgado, é uma exímia guerreira e sobrevivente. Entregue pelo governo Vargas aos nazistas, a comunista alemã, grávida de sete meses, tem de separar-se de sua filha, Anita Leocádia Prestes, na prisão. Em uma das cenas mais tocantes, a separação de mãe e filha é de uma dor dilacerante. Olga é então enviada para o campo de concentração de Ravensbrück e nunca mais tem notícias de sua filha.

Forrest Gump (1994) 

 

Pode parecer uma escolha bem estranha para alguns, mas uma coisa chama atenção no filme: a mãe do protagonista (o Forrest Gump). É muito bonito como, desde o início, ela acredita no filho, coloca fé no seu potencial e lhe dá todo apoio, independente do que as pessoas ou mesmo os médicos dizem. É o tipo de mãe que coloca o filho acima das próprias necessidades e vontades, que não deixa que ninguém o diminua nem deixa que ele pense que é menor do que qualquer um. Uma das cenas mais bonitas é quando ela repete para o filho (depois que o chamam de idiota): “Idiota é quem faz idiotices…” e ao longo da vida, sempre que alguém tenta fazê-lo menor, ele repete a frase, como se nela ele encontrasse a própria mãe lhe dando forças. Aliás, o filme mostra, desde o início, a admiração e o respeito que Forrest tem pela mãe. Sempre repetindo as frases e ensinamentos que ela lhe passou, ele deixa bem claro que nada do que ele se tornou foi por acaso. Forrest Gump, com todas as suas histórias e conquistas, nada mais é do que o fruto do extremo e insistente amor de uma mãe incrível.

Mamma Mia (2008) 

 

As mães esforçam-se pelos filhos, e geralmente são corretas a fim de dar o exemplo, tanto que, algumas vezes, parecem seres imaculados e púdicos. Não é o caso de Donna (Meryl Streep), mãe de Sophie (Amanda Seyfried), que quando jovem, durante o verão, teve casos com três homens. Sophie nasceu e cresceu sem saber a quem pertenciam os seus genes paternos. Contudo, o deslize da juventude fez com que Donna saísse de casa e construísse uma vida com muito esforço e dedicação, tudo em prol da filha, que ela decidiu criar, apesar da não aceitação dos pais e dos empecilhos. Mamma Mia é uma comédia musical que homenageia as músicas da banda ABBA. Uma das mais bonitas cenas é a que Sophie prepara-se para o  seu casamento no colo da mãe ao som de “Slipping through my fingers”, uma bela representação da relação de ambas.

Minhas Mães e Meu Pai (2010) 

 

E quem disse que mãe só existe uma? Os irmãos adolescentes Joni (Mia Wasikowaska) e Laser (Josh Hutcherson) são filhos do casal Jules (Julianne Moore) e Nic (Annette Bening), concebidos através da inseminação artificial de um doador anônimo. Ao completar a maioridade, Joni encoraja o irmão a buscar o pai biológico sem que as mães saibam. Quando Paul (Mark Ruffalo) aparece, tudo muda, já que logo ele passa a fazer parte do cotidiano da família. Mais um filme que aponta as fragilidades da mãe diante de seus próprios conflitos internos. Rendeu indicação ao Oscar de Melhor Filme, Melhor Atriz (Annette Bening) e Melhor Ator (Mark Ruffalo).

A Troca (2008) 

 

Dizem que mãe conhece o filho como ninguém. Nesse filme, dirigido por Clint Eastwood, Angelina Jolie interpreta Christine Collins, uma mãe que tem seu filho sequestrado e depois, quando o garoto é supostamente resgatado e ela vai recebê-lo novamente, percebe que aquele não era Walter (Gattlin Griffith), mas outra criança. A partir daí, Christine inicia uma busca exaustiva para achar o seu verdadeiro filho, mesmo sem qualquer certeza de que ele ainda estava, sequer, vivo. História emocionante, capaz de apertar o coração daqueles que ousam colocar-se por alguns segundos no lugar da mãe dramatizada por Jolie.

Juno (2007)

 

Nem sempre as coisas saem como um planejado. Foi o caso de Juno (Ellen Page) que, sem querer, ficou prestes a se tornar uma mãe. A garota cogita um aborto, mas acaba desistindo da ideia quando encontra um casal perfeito para criar o seu filho. No percurso, Juno enfrenta dificuldades e situações delicadas para uma menina da sua idade. O filme vendeu o Oscar de Melhor Roteiro Original e apresenta uma Ellen Page em sua melhor forma, tendo protagonizado no mesmo ano o chocante Um Crime Americano.

Pieta (2012)

O filme Pieta, do diretor sul coreano Kim Ki-Duk, mostra até onde o amor de uma mãe pode chegar. A escultura de Michelangelo, de mesmo nome, foi uma inspiração para o diretor. Kang-do (Lee Jung-Jin) é um homem implacável e bastante cruel, que trabalha como cobrador para agiotas. A vida de Kang-do é  solitária, até que um dia surge em sua vida uma mulher que afirma ser sua verdadeira mãe. Kang-do não acredita e passa a maltratá-la de todas as formas possíveis. Vencedor do Leão de Ouro em Veneza, Pieta merece ser visto.

Adeus Lenin (2003)

Hoje mais do que nunca é um belo dia para seguir o exemplo de Alex Kerner (Daniel Brühl), de cuidar, amar e prestar atenção as nossas amadas mães. O longa alemão dirigido por Wolfgang Becker se passa num período extremamente importante da história mundial, a queda do Muro de Berlim. As até então separadas, Berlim Oriental (comunista) e Berlim Ocidental (Capitalista), por fim se unem. Sua mãe, Christiane Kerner (Kathrin Sass), comunista e fiel defensora da Berlim Oriental vê o filho em uma manifestação e tem um ataque cardíaco. A partir daí, a vida de Alex é cuidar de sua mãe e manter para que tudo pareça como era antes da queda do muro, evitando assim que a mãe de saúde frágil venha a ter outro ataque. Troque a coca pelo suco, lave a louça do jantar e abrace sua mãe, pra fazer um agrado na sua coroa, ao menos hoje!

Kill Bill (2003/2004)

 

Que tal uma mãe assassina?

Pois bem, a Noiva é uma. Kill Bill narra a história de vingança da personagem de Uma Thurman (oferecida à atriz pelo diretor Quentin Tarentino como presente de aniversário) em busca dos assassinos de sua filha. Ou, ao menos, era o que ela pensava. Moral do filme: não mexam com uma mãe, principalmente se ela for uma personagem de Tarantino.

One Response

Deixe um comentário

Your email address will not be published.