O que esperar de: M. Night Shyamalan e seu After Earth

M. Night Shyamalan é um bom diretor, sabe bem como usar da linguagem cinematográfica para manipular e direcionar os sentimentos do expectador – algo que Hitchcock e Spielberg faziam muito bem ( pronto, lá vou eu chorar de novo!). A minha premissa pode ser comprovada até em seus filmes mais fracos, tal qual “A Dama da Água”, “Fim dos Tempos”, e o pavoroso “The Last Airbender”, então, sendo assim, qual o grande problema do cara? Os seus roteiros. Parafraseando o crítico Pablo Villaça, “o talento de Shyamalan como diretor é bom demais para ser desperdiçado com roteiros cada vez mais capengas”. Esses problemas iniciaram-se sutilmente em “A Vila” ( há quem diga que foi em “Sinais”) e se intensificaram em seus trabalhos ulteriores.

 

É fato, que os últimos três filmes de Shyamalan não alcançaram uma rentabilidade financeira satisfatória; sendo assim, eu me pergunto o que leva um produtor a investir tanto dinheiro em projetos pretensiosos e arriscados, cujo histórico do próprio diretor é um sinalizador de fracasso quase certo? Taí uma coisa que não consigo entender! Nesse caso, lanço mão da máxima de Kevin Smith, de que “em Hollywood se cai para cima”. Só operando com este raciocínio para entender o porquê de alguém investir milhões neste novo projeto do indiano, batizado de “After Earth”.

No filme, mil anos após a humanidade ter abandonado a Terra devido a eventos cataclísmicos, Nova Prime é o novo lar dos homens. No retorno a esse suposto planeta, após uma missão, a nave espacial tripulada pelo General CypherRaige e seu filho Kitai é atingida por um chuva de asteróides que os forçam a pousar na Terra, agora um lugar totalmente selvagem e perigoso. Com o pai ferido, Kitai tem de atravessar terrenos hostis para recuperar o equipamento que enviará o sinal de resgate, e assim salvar seu pai.

A estética visual do filme me remeteu a Avatar e Jurassick Park – O Mundo Perdido (pasmem!). E o que esperar? Bem, sendo sincero, eu até acho o Will Smith um cara bacana, o grande problema é a falta de carisma de seu filho, o que pode prejudicar a identificação do público com seu personagem. Há também dois discursos/mensagens implícitos na obra. O primeiro diz respeito à superação do filho em relação ao pai, que é abordada na narrativa; metaforicamente, uma alusão a pretensão de Smith em empurrar goela abaixo de Hollywood o seu filho como novo grande astro do cinema de ação/aventura. O segundo discurso refere-se à toda aquela baboseira pseudo-ecológica que a gente já viu em Avatar( esperem por uma lição de moral no fim do filme). Quanto à direção, acho que a mesma se limitará a ser competente; e pelo menos dessa vez, o roteiro não está nas mãos de Shyamalan.

Enfim, o filme será um sucesso de bilheteria? Bem, a obra tem todos os requisitos para ser um sucesso: um astro, efeitos visuais de tirar o fôlego, poucos diálogos, efeitos visuais de tirar o fôlego, um astro, poucos diálogos, efeitos visuais de tirar o fôlego….

 

 

Trailler: