Play List: Talentos da Música Potiguar

A música potiguar tem revelado gratos nomes para o circuito nacional. Pegando carona no Prêmio Hangar de Música que vai rolar nesta terça-feira (08), com cobertura d’O Chaplin e partindo da premissa de apresentar aos nossos leitores o que tem de bom e novo rolando pelas terras do Rio Grande do Norte, preparamos esta playlist, e tem para todos os gostos, desde rock, blues, samba, MPB, talento é o que não falta!

Talma & Gadelha – Mais Uma Cereja (2011)

talma e gadelha

Talma & Gadelha é uma banda formada por dois dos músicos mais influentes no cenário musical de Natal, o cantor/compositor e produtor musical, Luiz Gadelha e sua amiga, a The Voice do RN, a performática, Simona Talma. Acompanhados por mais três músicos, a banda de rock teve início em 2011 e desde então tem lotado shows pelos quatro cantos do RN. A música em questão foi tirada do primeiro disco, “Matando o Amor” (2011). Os caras já estão no segundo álbum, lançado este ano, “Maiô” (2013). A música escolhida foi o rock maroto “Mais Uma Cereja” do primeiro disco da banda.

Dusouto – Cretino (2011)

Os irmãos Souto: Paulo (baixo e voz) e Gabriel (cavaquinho, base eletrônica e voz), ao lado de Gustavo Lamartine (guitarra e vocal) formam o DuSouto, banda que une funk, samba, dub, reggae, música regional e muita  malandragem. O grupo está em seu terceiro disco, “Cretino” (2012). A música escolhida leva o nome do disco e é pura “cretinagem”, a pedida do grupo é dançar!

Liz Rosa – Portal da Cor (2012)

Elis Rosa, ou como é mais conhecida, Liz Rosa é uma cantora natalense, apaixonada por Chico Buarque e jazz. Em 2007 mudou-se para o Rio de Janeiro a fim de ganhar maior visibilidade, o talento e a voz suave da moça garantiram-lhe um contrato com a Som Livre. O fruto veio ano passado, com o lançamento do seu primeiro disco “Liz Rosa” (2012). Intérprete de mão cheia, a moça recentemente participou do projeto “Grandes Encontros Musicais de Natal” ao lado de João Bosco. Este ano pude conferir de perto o talento da Liz. A música escolhida é “Portal da Cor” (Milton Nascimento), retirada de uma apresentação do programa Talentos  da TV Câmara .

Quarteto Linha – Eu Tô Naquelas (2012)

O grupo de amigos que se reunia pra tocar samba de seu agrado começou em 2007, sempre unindo samba com ritmos nordestinos. Terceiro colocado no Exposamba 2013, concurso que premiou os melhores sambas inéditos do Brasil, o grupo recebeu um convite da diretoria do evento para participar de uma turnê que irá passar por São Paulo (capital) e algumas cidades do interior paulista. O grupo lançou recentemente seu primeiro disco, “O Meu Samba é Assim” (2013), e a música que dá título ao disco foi a nossa escolhida.

Rosa de Pedra – No Rolé (2012)

No cenário alternativo de Natal há mais de dez anos, o Rosa de Pedra é um dos grupos mais interessantes da cena potiguar, é formado por: Ângela Castro (voz), Tiquinha Rodrigues (rabeca e vocais), Betão Tavares (baixo), Kléber Moreira (percussão) e Rogério Pitomba (bateria). A banda já tem dois discos, ano passado lançou seu segundo trabalho, o ótimo “DeMaré” (2012). A faixa escolhida é o primeiro single do grupo, “No Rolé”, o vídeo extraído do projeto Som Sem Plugs traz uma versão acústica da música.

Khrystal – Dois Tempos (2012)

Khrystal é uma cantora natalense cujo o som é uma fusão de ritmos: samba, baião, côco, bossa nova, mpb, rock, tudo isso misturado com o tempero da cantora e compositora. Cinco anos após a sua ótima estreia musical, com “Coisa de Preto” (2007), a artista lançou em 2012 um dos melhores álbuns do ano, “Dois Tempos”. Dentre as tantas excelentes faixas, escolhi a música que dá nome ao disco, “Dois Tempos”, no vídeo a uma apresentação ao lado da Orquestra Sinfônica do RN.

Simona Talma – Minha Selvageria (2012)

A primeira vez que ouvi Simona Talma foi há seis anos, logo quando ela lançou seu primeiro álbum, “A Moça Mais Vagal que Há” (2007), foi paixão musical a primeira audição, sua performance de diva do Blues, sua voz suave e delicada me cativaram, desde então passei a acompanhar o trabalho da cantora e sua desenvoltura no palco. As composições só melhoraram. Simona é outra componente do excelente Projeto Retrovisor que abriu espaço para tantos compositores e cantores do estado, como Khrystal, Valéria Oliveira, Luiz Gadelha e Ângela Castro (Rosa de Pedra). A frente de dois projetos, a banda Talma & Gadelha e sua carreira solo, a artista lançou “Bang” (2012), excelente disco. Inevitavelmente não poderia deixar de falar sobre o programa The Voice, Simona foi escolhida para equipe de Carlinhos Brown, nesta segunda temporada. Nós d’O Chaplin mandamos energias positivas à talentosa potiguar.

Valéria Oliveira – Conto de Areia (2013)

Valéria assim como Simona e Khrystal é uma das minhas cantoras favoritas, mais famosa no Japão do que no Brasil, a natalense é uma compositora de mão cheia, cantora de voz doce e sensível. Há vinte e dois anos na estrada, Valéria tem sete discos lançados, o mais recente é “Em Águas Claras” (2013), uma belíssima homenagem a Clara Nunes com direito a participações da Velha Guarda da Portela, Dona Ivone Lara e outros nomes do samba. A música escolhida é uma das obras-primas da música popular brasileira, “Conto de Areia”.

Andróide Sem Par – Tonto (2013)

Juão Nin, ator, cantor e compositor natalense resolveu colocar todos os seus desamores, dores e amarguras pra fora em seu projeto solo, Andróide Sem Par. Lançou este ano “Grave” (2013), são treze faixas de coração despedaçado, em um formato que privilegia instrumentos acústicos, as canções se iniciam num tom intimista e terminam num grito e desabafo de tristeza. Se você já cansou de quebrar a cara com suas más escolhas em relacionamentos, ouça “Tonto” e roa junto.

Artur Soares – Da Minha Terra (2013)

Natural de Mossoró, Artur Soares é um cabra da peste que juntou seus trapinho e rumou pro Rio de Janeiro. Ao lado do Andróide Sem Par, Artur foi uma das mais gratas revelações do cenário musical potiguar. Embora ainda nem tão conhecido na capital norte-riograndense, Artur vem ganhando cada vez mais espaço e elogios entre a crítica especializada e o público. Seu sotaque já afirma sua regionalidade. Com seu violão em punho, o cantor/compositor fez seu disco de estreia, “Bodoque” (2013), que funde desde baião a tropicalismo, sempre com excelentes letras de sua autoria. A música escolhida foi “Da Minha Terra”, em uma versão acústica.