Mambo Italiano: uma dança em família

 

Nem só de drama vive o “Cine GLS”. Hoje o prato do dia vem da Itália! O que se pode esperar de uma família italiana que se muda para o Canadá para criar seus dois filhos dentro dos costumes e tradições da Europa? Nada fácil, principalmente se levarmos em consideração algumas peculiaridades dessa cultura onde muito se grita, pouco se conversa e todos se metem na vida dos outros. Esses são alguns dos temperos dessa simples e suave comédia. Com texto de Steve Gallucio e direção de Émile Gaudreault: Mambo Italiano.

Angelo Barberini (Luke Kirby) sempre foi uma criança “diferente” dos demais italianinhos ao seu redor. Um garoto inteligente, que gostava de TV e adorava passar o tempo com seu melhor amigo, Nino (Peter Miller), até que a interminável fase do bullying começa e o garoto mais “sensível e delicado” começa a ser alvo de rejeição e brincadeiras (a velha história). A partir daí, Angelo se torna um rapaz mais reservado, mas sempre tentando agradar a família e seguir seus costumes e tradições… e a vida segue.

Depois de começar a morar sozinho (e este é um momento engraçadíssimo do filme, a reação da família é memorável) e reencontrar seu velho melhor amigo, Angelo vive sua primeira paixão. Com tudo o que o momento tem direito, o rapaz passa a viver nas nuvens e achar que tudo está perfeito (embora Nino prefira que a relação seja secreta, o que acaba trazendo algumas dores de cabeça) até que, mais uma vez, a família resolve se meter, e, desta vez, vão jogar ainda mais pesado. Intrigas, traições, saídas do armário e outras artimanhas (já conhecidas por todos que em algum momento da vida assistiram uma novela de Glória Perez) são feitas com o intuito de abalar essa linda relação e acabar com o casal. Será que vão funcionar? Ao mesmo tempo, Angelo também repensa sobre seu futuro profissional e começa a investir em suas histórias para a TV, construindo assim uma sonhada carreira de roteirista.

Não vale a pena contar o filme todo aqui. É mais legal comprar (ou baixar) e assistir. O importante é saber que tem de tudo nessa comédia romântica. Desde as mais caricatas reações com a revelação da sexualidade do nosso protagonista até romances que são “arranjados” pela família e, ao final, uma bela lição de que, não importa se é gay ou hétero, o amor e a família permanecem sempre (ou quase sempre) intocados.

 

Cartaz da peça encenada no Brasil, com Jussara Freire

Mambo Italiano não é dos mais famosos filmes “temáticos”, possivelmente por ter um pouco mais de idade (o filme é de 2003), e como tal, também não compete diretamente em termos de detalhes técnicos (som, fotografia, cenários…) com os filmes mais atuais. Seja como for, ele compensa tudo isso com a simples e cativante história de alguém que deseja apenas “se encontrar” em todos os sentidos. É interessante saber também que o filme é a adaptação de uma famosa peça (de mesmo nome) de bastante sucesso no Canadá e Estados Unidos. Já foi, inclusive, encenada no Teatro Folha com a participação de Jussara Freire (no ano de 2011) e em outros lugares do Brasil e do mundo.

Como eu disse, embora não tão conhecido (talvez por não ser hollywoodiano), o filme sustenta uma história muito boa! Engraçado, cativante e com uma excelente mensagem sobre respeito.

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Helder Siqueira
Um capricorniano perfeccionista, cheio de manias e viciado em séries, filmes, livros, quadrinhos e desenhos animados. Joga búzios, tira cartas, roda o compasso, traz a pessoa amada em três dias e escreve diariamente para a coluna “Extra!” , além de ser Gerente de Marketing e Finanças neste mesmo Bat-Site.
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Helder Siqueira

Um capricorniano perfeccionista, cheio de manias e viciado em séries, filmes, livros, quadrinhos e desenhos animados. Joga búzios, tira cartas, roda o compasso, traz a pessoa amada em três dias e escreve diariamente para a coluna "Extra!" , além de ser Gerente de Marketing e Finanças neste mesmo Bat-Site.

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