Abrindo nossa semana de aniversário, apresentaremos a seguir algumas peculiaridades sobre a Sétima Arte, e que tal começarmos por ai? Vocês sabem o porquê de a “7ª arte”?

“Se tem o cinema como a 7ª Arte pois este veio após a arquitetura, escultura, pintura, gravura, dança e música.”

Tudo começou há mais de um século atrás, quando os irmãos Lumière fizeram a apresentação do seu mais novo invento, o Cinematógrafo, acontecendo nesta a exibição de L’Arrivée d’un Train à La Ciotat (A Chegada do Trem À Estação) o primeiro filme da história da então não-nascida indústria cinematográfica. O filme conta com 50 segundos de duração e mostra a chegada de um trem vindo de Marselha a estação de La Ciotat. Por se tratar da primeira gravação de vídeo da história a maioria dos expectadores se assustaram ao verem o trem na sua direção. E muito aconteceu desde o pequeno filme dos irmãos Lumière.

“A Chegada do Trem À Estação”, filme dos irmãos Lumière

Em 1902, após comprar seu cinematógrafo, o mágico, George Méliès juntou um ponhado de truques mais outro de atores e fez o primeiro sci-fi (ficção científica) do cinema. Viagem à Lua tem 13 minutos de duração e é baseado nas obras do escritor Júlio Verne. Tal como Méliès outros mágicos se sentiram atraídos pelo cinema e muitos tentaram se tornar cineastas, tornando o uso de truques de mágicas nos filmes comum dando origem aos efeitos especiais.

Cena clássica de “Viagem à Lua” em que a espaçonave atinge o olho do satélite

Em uma época em que o cinema era feito muito mais através da colaboração mútua que do estrelismo de celebridades, o primeiro astro de faroeste do cinema, Max Aronson, teve três papeis no filme que marcou o início de sua carreira: O grande roubo do trem (1903), dirigido por Edwin S. Porter. Max surge pela primeira vez como o passageiro que leva um tiro nas costas ao tentar fugir dos ladrões, em seguida interpreta um homem que é forçado a dançar a tiros e também um dos guarda-freios do trem. O ator é nascido em Little Rock, em 1880, e seu sucesso o levou a trabalhar também como diretor em alguns filmes como Broncho Billy’s Redemption (A Rendenção de Bronco Billy, 1910). (Fonte: Tudo Sobre Cinema – Philip Kemp)

Poster da Série Broncho Billy

Florence Lawrence, conhecida como “The Biograph Girl”, que em 1910 se tornou a primeira atriz a ter seu nome verdadeiro nos créditos, era na verdade Florence Annie Bridgwood. Muitos outros astros recebiam – ou escolhiam, embora isso fosse mais raro – nomes artísticos. Às vezes por uma questão de eufonia: Theda Bara, musa exótica e misteriosa do cinema mudo, era na verdade Theodosia Burr Goodman; Julius Ulman se tornou Douglas Fairbanks, enquanto Frances Gumm se metamorfoseou em Judy Garland. Alguns nomes geravam associações infelizes: o sobrenome de Hedwig Kiesler foi considerado muito parecido com “kiester” (gíria em inglês para “traseiro”) e assim ele virou Hedy Lamarr. Norma Jean Baker teve que aceitar o título de Marilyn Monroe, embora declarasse que preferia seu nome de batismo. Somente quando o poder dos antigos estúdios começou a diminuir que atores como Jack Lemmon puderam se recusar a serem rebatizados. Mais recentemente, astros como Arnold Schwarzenegger e Renée Zellweger fizeram carreiras extraordinárias mantendo, com orgulho, seus sobrenomes. (Fonte: Tudo Sobre Cinema – Philip Kemp)

Florence Lawrence,  "The Biograph Girl"

Florence Lawrence, “The Biograph Girl”

A coluna Rebobina falou certa fez sobre a origem das roubas do Batman e da Mulher-Gato, mas nós resolvemos retomar a informação nas curiosidades selecionadas de aniversário. A inspiração surgiu do serial francês dirigido por Louis Feuillade, Les Vampires (1915). A musa inspiradora é a ladra Irma Vep, interpretada por Musidora. A vilã trajava uma malha preta, que posteriormente seria adotada como uniforme o Batman e A Mulher Gato nos cinemas. Para saber mais, visite a postagem especial sobre o tema(Fonte: Tudo Sobre Cinema – Philip Kemp)

Musidora como Irma Vep

Um fato comum no cinema é o desenvolvimento de técnicas de filmagens como, por exemplo, a famosa corrida de cavalos de Ben Hur (1925) que deu origem a várias adaptações no cinema e ainda hoje é imitada por diretores de épicos ou western. Outro exemplo precioso são as contribuições de Alfred Hitchcock para a  indústria de efeitos com Vertigo (desenvolvido pelo próprio). Filmagem em plano sequência, plano perspectiva, uso de objetos grandes para se capturar o ângulo certo (o chuveiro de Psicose tinha diâmetro de 2 metros) foram amplamente usados pelo diretor.

Ben-Hur (1925)

Alfred Hitchcock no set de Psicose

O termo “it”, “it girl”, “it isso”, “it aquilo”, (des)usado e abusado pelas blogueiras de moda atualmente, surgiu nos cinemas em 1927, com o filme dirigido por Clarence Badger, “It”. A atriz do cinema mudo Clara Bow, estrela da película, ganhou, aos 21 anos, o título de “It Girl” e se tornou um dos primeiros símbolos sexuais das telonas. (Fonte: Tudo Sobre Cinema – Philip Kemp)

 

Clara Bow, a “it” girl
No clássico Cantando Na Chuva, a chuva da famosa cena que Gene Kelly canta “Singin’ in the rain”, foi acrescida de leite para que destacasse melhor na tela.

 

Gene Kelly em Cantando Na Chuva

 

O produtor  David O. Selznick, de E o Vento Levou era desacreditado quanto a potencialidade da película argumentando que ninguém pagaria para assistir um filme sobre a Guerra Civil americana. E o Vento Levou se tornou um dos maiores clássicos do cinema.

Poster de E O Vento Levou

 

Antes da era digital, quando era preciso explodir Paris ou Washington usava-se do artifício das maquetes associadas a boas tomadas para filmar destruições em massa.
Maquete da mansão de Merdely do filme Rebecca

O filme Nosferatu (1922) teve boa parte de seu roteiro baseado no clássico romance de Bram Stoker, Drácula (1897). As referências eram bastante óbvias e, embora os autores tenham substituído os nomes de alguns personagens para disfarçar o fato de não terem permissão para uso da obra, a família de Stoker acabou ganhando um processo de violação dos direitos autorais e uma ordem judicial exigiu que todas as cópias do filme fossem destruídas. Os estúdios Prana foram à falência, fazendo de Nosferatu seu primeiro e único lançamento. (Fonte: Tudo Sobre Cinema – Philip Kemp)

 
Nosferatu (1922)
Na verdade, a história do Cinema está cheia de curiosidades e nem mesmo um livro com centenas de páginas poderia reuni-las por completo. Contudo, nesse post, tentamos reunir para você, leitor, curiosidades entre essenciais para qualquer cinéfilo e outras que nos pareceram divertidas ou atraentes.
 
Até amanhã, com mais uma postagem comemorativa do aniversário de um ano do blog! Ah, e só para lembrar, a nossa página do facebook está bastante divertida e cheia de novidades. Se você ainda não curtiu, vale a pena conferir e ficar cinefilando por lá enquanto não fazemos outra postagem por aqui 😉

One Response

  1. Avatar

    Olá! Gostaria mesmo de uma parceria, vou linkar o seu site na barra lateral do Crítica Retrô agora mesmo!
    Abraços!

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