“Truth is singular. Its ‘versions’ are untruths”. (Somni-451, Cloud Atlas)

Sem interpretações espetaculares, mas com excelentes truques de maquiagem e figurino. Uma narrativa feita pra confundir quem assiste, mas com pequenas peças para montar um quebra-cabeças que mesmo depois de montado nos deixa cheios de dúvidas. Pessoalmente, eu gostei de Cloud Atlas (A Viagem, no Brasil).

Pra quem gosta daqueles filmes que colocam a cabeça pra funcionar é simplesmente fantástico. Me faz lembrar de Inception, todo aquele lance de flashbacks e conexões, e no fim sempre vai ficar uma dúvida, por menor que seja. E isso é divertido, dá vontade de ver de novo (eu já vi a segunda vez).

A atmosfera do filme deixa transparecer que diariamente temos tomado decisões ou nos omitido de uma forma tão normal e corriqueira, que acabamos por não nos darmos conta de que qualquer escolha que façamos pode ter grandes conseqüências no futuro. É algo bem teoria do caos que eu acho bacana, principalmente por não ter nenhum tipo de vai-e-volta no tempo, como em Primer ou Butterfly.

O filme trás outra coisa que me chama atenção no cinema: cores, variadas cores. Sem aquela opacidade típica de dramas, filmes de ação ou qualquer coisa que não seja para crianças. O colorido do filme é algo que cativa nossa atenção – pelo menos foi o que aconteceu comigo -, as cores vivas atraem e chamam atenção. Prestando bem atenção percebemos algumas cores que normalmente não deviam estar onde estão no filme. Eu gostei bastante da brincadeira.

Dessa vez vou tentar não dar spoilers do filme, porque realmente acho que vale a pena assistir – mais de uma vez até. É um bom filme pra se ver sozinho e mergulhar na trama. Café também deve combinar.

No fim de tudo, eu posso estar errado e esse pode ter sido um filme que não foi feito pra ser entendido.

N/A: Perdoem minha preferência pelo título original dos filmes, é a força do hábito em procurar filmes nos sites estrangeiros da vida.

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