“Be a human being, and a real hero”. (College)

Reviravoltas, roubos, trapaças e assassinatos, Drive (Nicolas Winding Refn, 2011) é um filme de mafiosos num estilo old school, daqueles que raramente vemos hoje em dia. Me fez lembrar em sua essência o clássico Goodfellas, bem como outro clássico quase de mesmo nome, The Driver.

Uma cena clássica: tentativa de homicídio em um motel.

A trama foi conduzida de uma forma que, pouco a pouco, vai prendendo quem assiste e isso acaba fazendo o filme passar rápido, de tão atraente. Ryan Gosling caiu como uma luva no personagem principal e conseguiu deixá-lo exatamente como deveria ser: sem expressão. Não falo de presença – isso sobra -, o que quero dizer é que ele age o tempo inteiro com a mesma expressão facial, tranquila e inabalável.

Outra coisa que faz lembrar bons filmes é que como o Harmonica, de Once Upon a Time in the West, o personagem principal não tem nome, é apenas Driver. Isso acabando dando um ar que ele pode ser qualquer um, em qualquer lugar. Ele podia ser chamar Jack, Johnnhy, Jimmy, ou qualquer outro nome, mas sem um nome ele pode ser qualquer um.

Um interrogatório feito à moda antiga.

Confesso que prestei muita atenção ao desenrolar da estória e deixei de prestar atenção em outras coisas como a trilha sonora, que só me chamou atenção já no fim, e nem tanto pela música, mas pela mensagem: “Be a human being and a real hero“, da música A Real Hero, do College.

Essa mensagem acaba se parecendo muito com a ausência de nome do personagem encarnado por Gosling. Ora, para ser um herói não é preciso nada especial, um nome, um super-poder, ou qualquer parecido, apenas ser humano.

É isso, um filme que te prende e que passa rápido. Uma boa pedida pra quem gosta de filmes de máfia clássicos, apesar de não ser um – ainda. Tenho certeza que em uma década ou um pouco mais, Drive figurará em listas ao lado de filmes clássicos sobre gângsters.

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